segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Marcos Lopes, o Nenê, sempre gostou de estudar. Ainda assim, não escapou de se envolver na vida do crime. Um caminho tentador no mundo castigado do Parque Santo Antônio, Zona Sul de São Paulo. Depois da separação dos pais, foi morar no Rio de Janeiro, onde começou a se envolver com o tráfico. De volta às origens, com aproximadamente 16 anos já era gerente de uma boca em de fumo e apesar das regalias do cargo, já tinha também muitos inimigos. Contudo, os amigos de verdade também continuaram sempre à sua volta, aconselhando Nenê a largar o que estava longe de poder ter um final feliz. E foi justamente depois de perder a melhor amiga, que o sonho de ser escritor, abafado pela vida que estava levando, começou a falar mais alto e conseguiu encerrar sua participação no crime estudar e começou a lecionar na escola da qual fora expulso em outros tempos. Hoje, Marcos é escritor e lançou o livro “Zona de Guerra”, no qual retrata a realidade em que cresceu. Formado em Letras, além de professor, é também educador social e referência para meninos e meninas. Trabalha no Instituto Rukha ajudando restaurar a autonomia de famílias que tiveram seus filhos expostos ao trabalho infantil.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Hipocrisia


Na opinião da professora Joana D´Arc, eu fui indecente e Imoral, pois, fui expulso da escola aos 15 anos de idade, roubei e cheguei a gerenciar uma boca de fumo. Aos dezesseis anos troquei a caneta por uma pistola 380 e até os 20 não tinha ainda pegado uma obra literária para ler. Mais, foi depois que li o "Capão Pecado" que a minha vida se transformou; Comecei a frequentar bibliotecas, a Mário de Andrade e a da Casa do Zezinho foram uma delas, onde conheci obras de Machado de Assis, Eça de Queiróz, Fernando Pessoa, Marcelo Rubens Paiva, José Saramago, Lobo Antunes, Walt Witman e muitos outros. Larguei a Criminalidade, as drogas e voltei a estudar, entrei para a Faculdade e lecionei durante três anos no colégio do qual fui expulso. Identifiquei-me tanto com a obra que a trabalhei com alguns alunos, que assim como eu, também nunca tinham pegado um livro para ler. Será que os meus alunos e eu nos identificaríamos caso não houvesse gírias, se não houvesse e os palavrões que há muito se incorporaram em Nossa Língua Portuguesa Informal? O cinema Nacional, por exemplo, são pouco os filmes que não tenham palavras "chulas" o que vocês acharam de Cidade de Deus e o Filme Tropa de Elite que foram reconhecidos internacionalmente? Será que nossos filhos deixaram de ir ao cinema por causa dos palavrões? Será que eles chegaram em casa proferindo-os? Acredito que não, senhores. Acredito que não são os palavrões proferidos da boca de uma mera personagem que influenciará na educação dos nossos filhos, mas sim o que eles assistem na tevê, as "asneiras" que eles ouvem no rádio e além de tudo, a dinâmica familiar que ela participa dentro de casa diariamente. Um professor disse que, se o aluno for à biblioteca, ele terá a opção ou não de ler esta obra. Ora, sabemos que não é esta a realidade, e que muito raramente vemos jovens de 15 anos frequentarem a Biblioteca. Segundo a empresa de consultoria NOP WORLD, consultada no site bbcbrasil.com entre 30 nações pesquisadas o Brasil é o 27º do ranking em leitura com a média de 5,2 horas. Pensando que a Índia ficou em 1º lugar com 10,7 horas de leitura. Será que estamos falando do mesmo Brasil, professor? Para algumas pessoas do Estado de MG o material - Capão Pecado - pode ter chegado atrasado, mas, para mim, chegou na hora certa, pois resgatei meu sonho e escrevi um livro que se chama Zona de Guerra. Acredito, caros amigos, que se os nossos filhos chegarem a nos desconfortar por causa de um palavrão, é porque a educação que eles estão recebendo dentro de casa não está sendo eficiente. Eu tenho uma sugestão; o que acha, professor, de acabarmos com as obras do escritor Jorge Amado, com as Letras de Chico Buarque, com o Cinema Brasileiro, com algumas novelas brasileiras - cenas de sexo - e proibir o Roberto Carlos de cantar " e que tudo mais vá pro inferno"? Viva a Ditadura!!!!!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Efemeridade


Queria eu poder dobrar, o espinho de seda no lombo do homem
Tu és Vampiro ou Lobisomem? De que lado tu estás?
Seja deste lado da ponte ou seja do lado de lá
Acenda uma vela branca e reze pra Oxalá
Porque quando o sol nascer agradeça por vivo estar
Porque a vida é passageira seja de qualquer
Maneira, seja forte e vem lutar!
Um grande não é pequeno e jamais
Poderá ser, pois para vencer na vida, basta
Só você querer
A fama não vale nada só inveja vem causar
Os amigos te derrubam para se alevantar
Se eu tivesse um pedido, para fazer pra Deus
Eu juro que eu pedia pra olhar pros filhos Seus
Amanhã é outro dia e eu quero agradecer
Pela vida que eu levo porque
Hoje eu vou vencer.

Marcos Lopes

terça-feira, 16 de junho de 2009


Marcos Lopes é a própria tradução da palavra superação. Vivia numa zona de guerra, a Zona Sul de São Paulo. Foi expulso da escola, avacalhado pela própria professora. Desceu ao fundo do poço, encontrou uma chance para sair de lá e o resultado está aí. segunda, as 19h, na Casa do Saber, no Jardim Europa paulistano, lançou o livro "Zona de Guerrra". Todos nós temos muito a aprender com a história dele, com quem tenho a alegria de conviver em eventos na Casa do Zezinho, onde hoje é colaborador. Estarei lá para pegar o autógrafo do cara. PS: Hoje, Marcos é colega de trabalho da professora que o desenganou para a vida. É professor na mesma escola que o havia rejeitado. Ao contrário de tantos outros que não suportaram a pressão e o descaso, contra tudo e contra todos, Lopes deu a volta por cima

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Marcos Lopes, o Nenê, sempre gostou de estudar. Ainda assim, não escapou de se envolver na vida do crime. Um caminho tentador no mundo castigado do Parque Santo Antônio, Zona Sul de São Paulo. Depois da separação dos pais, foi morar no Rio de Janeiro, onde começou a se envolver com o tráfico. De volta às origens, com aproximadamente 16 anos já era gerente de uma boca em de fumo e apesar das regalias do cargo, já tinha também muitos inimigos. Contudo, os amigos de verdade também continuaram sempre à sua volta, aconselhando Nenê a largar o que estava longe de poder ter um final feliz. E foi justamente depois de perder a melhor amiga, que o sonho de ser escritor, abafado pela vida que estava levando, começou a falar mais alto e conseguiu encerrar sua participação no crime estudar e começou a lecionar na escola da qual fora expulso em outros tempos. Hoje, Marcos é escritor e lançou o livro “Zona de Guerra”, no qual retrata a realidade em que cresceu. Formado em Letras, além de professor, é também educador social e referência para meninos e meninas. Trabalha no Instituto Rukha ajudando restaurar a autonomia de famílias que tiveram seus filhos expostos ao trabalho infantil.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Hipocrisia


Na opinião da professora Joana D´Arc, eu fui indecente e Imoral, pois, fui expulso da escola aos 15 anos de idade, roubei e cheguei a gerenciar uma boca de fumo. Aos dezesseis anos troquei a caneta por uma pistola 380 e até os 20 não tinha ainda pegado uma obra literária para ler. Mais, foi depois que li o "Capão Pecado" que a minha vida se transformou; Comecei a frequentar bibliotecas, a Mário de Andrade e a da Casa do Zezinho foram uma delas, onde conheci obras de Machado de Assis, Eça de Queiróz, Fernando Pessoa, Marcelo Rubens Paiva, José Saramago, Lobo Antunes, Walt Witman e muitos outros. Larguei a Criminalidade, as drogas e voltei a estudar, entrei para a Faculdade e lecionei durante três anos no colégio do qual fui expulso. Identifiquei-me tanto com a obra que a trabalhei com alguns alunos, que assim como eu, também nunca tinham pegado um livro para ler. Será que os meus alunos e eu nos identificaríamos caso não houvesse gírias, se não houvesse e os palavrões que há muito se incorporaram em Nossa Língua Portuguesa Informal? O cinema Nacional, por exemplo, são pouco os filmes que não tenham palavras "chulas" o que vocês acharam de Cidade de Deus e o Filme Tropa de Elite que foram reconhecidos internacionalmente? Será que nossos filhos deixaram de ir ao cinema por causa dos palavrões? Será que eles chegaram em casa proferindo-os? Acredito que não, senhores. Acredito que não são os palavrões proferidos da boca de uma mera personagem que influenciará na educação dos nossos filhos, mas sim o que eles assistem na tevê, as "asneiras" que eles ouvem no rádio e além de tudo, a dinâmica familiar que ela participa dentro de casa diariamente. Um professor disse que, se o aluno for à biblioteca, ele terá a opção ou não de ler esta obra. Ora, sabemos que não é esta a realidade, e que muito raramente vemos jovens de 15 anos frequentarem a Biblioteca. Segundo a empresa de consultoria NOP WORLD, consultada no site bbcbrasil.com entre 30 nações pesquisadas o Brasil é o 27º do ranking em leitura com a média de 5,2 horas. Pensando que a Índia ficou em 1º lugar com 10,7 horas de leitura. Será que estamos falando do mesmo Brasil, professor? Para algumas pessoas do Estado de MG o material - Capão Pecado - pode ter chegado atrasado, mas, para mim, chegou na hora certa, pois resgatei meu sonho e escrevi um livro que se chama Zona de Guerra. Acredito, caros amigos, que se os nossos filhos chegarem a nos desconfortar por causa de um palavrão, é porque a educação que eles estão recebendo dentro de casa não está sendo eficiente. Eu tenho uma sugestão; o que acha, professor, de acabarmos com as obras do escritor Jorge Amado, com as Letras de Chico Buarque, com o Cinema Brasileiro, com algumas novelas brasileiras - cenas de sexo - e proibir o Roberto Carlos de cantar " e que tudo mais vá pro inferno"? Viva a Ditadura!!!!!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Efemeridade


Queria eu poder dobrar, o espinho de seda no lombo do homem
Tu és Vampiro ou Lobisomem? De que lado tu estás?
Seja deste lado da ponte ou seja do lado de lá
Acenda uma vela branca e reze pra Oxalá
Porque quando o sol nascer agradeça por vivo estar
Porque a vida é passageira seja de qualquer
Maneira, seja forte e vem lutar!
Um grande não é pequeno e jamais
Poderá ser, pois para vencer na vida, basta
Só você querer
A fama não vale nada só inveja vem causar
Os amigos te derrubam para se alevantar
Se eu tivesse um pedido, para fazer pra Deus
Eu juro que eu pedia pra olhar pros filhos Seus
Amanhã é outro dia e eu quero agradecer
Pela vida que eu levo porque
Hoje eu vou vencer.

Marcos Lopes

terça-feira, 16 de junho de 2009


Marcos Lopes é a própria tradução da palavra superação. Vivia numa zona de guerra, a Zona Sul de São Paulo. Foi expulso da escola, avacalhado pela própria professora. Desceu ao fundo do poço, encontrou uma chance para sair de lá e o resultado está aí. segunda, as 19h, na Casa do Saber, no Jardim Europa paulistano, lançou o livro "Zona de Guerrra". Todos nós temos muito a aprender com a história dele, com quem tenho a alegria de conviver em eventos na Casa do Zezinho, onde hoje é colaborador. Estarei lá para pegar o autógrafo do cara. PS: Hoje, Marcos é colega de trabalho da professora que o desenganou para a vida. É professor na mesma escola que o havia rejeitado. Ao contrário de tantos outros que não suportaram a pressão e o descaso, contra tudo e contra todos, Lopes deu a volta por cima